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sábado, 23 de fevereiro de 2013

Rouanet: lei de incentivo a cultura ou mercado?


Por Marcelo Lopes

Ao se gabar de ocupar a sexta economia mundial, o Brasil mal discute em que condições isso ocorre: altíssima concentração de renda, educação insatisfatória, saúde pública precária, segurança caótica e outros aspectos tão graves quanto. Com estatísticas que entabulam a lógica das médias estatísticas, os extremos do nosso dia-a-dia são mascarados entre uma distração midiática e outra. É como dizer que se a cabeça está no forno e seus pés estão na geladeira, na média você está bem. O país está entre os que mais paga impostos no mundo e, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), hoje, para que um cidadão economicamente ativo dê conta de todos os impostos, taxas e contribuições que o cercam a cada esquina e dentro de casa, são necessários quase a cinco meses do seu suor até que ele comece a receber para si mesmo.

Em tese, tudo isso deve ser revertido para estruturas, ações, programas e políticas de interesse público, que promovam a cidadania no seu sentido mais amplo, a superação dos diversos modelos de exclusão social, permitindo, em essência, o desenvolvimento humano do seu próprio povo. Fatores como educação, saúde, geração de emprego e renda, moradia, segurança e cultura são fundamentais.

Diversidade culural x interesses de mercado
Uma vez me perguntaram o que exatamente é esse tal de “interesse público”. Embora o conceito não encontre consenso entre os que os discutam, em linhas gerais, entende-se como sendo aquilo que promova o bem comum, o bem-estar geral. Nele que devem centrar todas as ações e realizações dos governos, matéria-prima na qual se extraem as leis que regem o desenvolvimento de uma sociedade. Por isso, quando vejo algumas situações postas, não dá para não questionar.

Após a polêmica do blog da Maria Bethania, aprovado pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, no valor de R$ 1,3 milhões, para criação de um site onde a cantora baiana declamaria poesias, a bola da vez é a aprovação de R$ 5,9 milhões para a turnê da cantora Claudia Leitte.

Para quem não conhece o mecanismo, a Lei Rouanet possibilita que cidadãos (pessoa física) e empresas (pessoa jurídica) apliquem parte do Imposto de Renda devido em ações culturais. A proposta cultural pode dar conta de diversos segmentos (teatro, dança, circo, música, literatura, artes plásticas e gráficas, gravuras, artesanato, patrimônio cultural e audiovisual). Uma vez aprovado, a Lei permite que o projeto capte recursos junto a patrocinadores potenciais para a execução da proposta. Trocando em miúdos, o imposto pode ser empregado para financiar qualquer iniciativa cultural, não importando se ela tem ou não o mérito real do “interesse público” ou se é meramente mais um empreendimento comercial.

As discussões sobre a Lei Rouanet ainda tramitam
Se não é possível chegar a um ponto definitivo sobre o que é interesse público, algumas questões precisam ficar em foco, para que o relativismo do termo não dê margem a outras distorções:

1) Um recurso que poderia ser empregado em iniciativas que promovam a “proteção e promoção da diversidade cultural brasileira (...) que se expressa em práticas, serviços e bens artísticos e culturais determinantes para o exercício da cidadania”, como dispõe o Plano Nacional de Cultura, pode realmente se disponibilizado para gerar lucro num empreendimento comercial de alta rentabilidade?


2) Os simples critérios técnicos e jurídicos dos analistas do MinC dão conta realmente de chegar ao mérito público de uma proposta?


3) Qual o filtro que nos garante que a visão do marketing das empresas acabe tirando dinheiro das produções que realmente precisam de apoio?


4) Como tornar o mecanismo de captação mais democrático, atendendo efetivamente ao desenvolvimento de ações de benefício ao cidadão sem que, necessária e exclusivamente, isso se torne um investimento de retorno financeiro ao apoiador?

Estes e outros questionamentos vem se estendendo ao longo dos anos, apontando a necessidade de reforma da Lei Rouanet, visivelmente repleta de brechas e interpretações muito convenientes. Acredito que seja também papel do Ministério da Cultura fomentar iniciativas que dinamizem o mercado, que gerem emprego e renda, mas não é função do estado bancar o lucro de ninguém com o dinheiro público, sobretudo iniciativas mais do que sustentáveis e autônomas. Existem outras prioridades que merecem mais atenção e direcionamento.

Foto: blogs.estadao.com.br
Segundo Henilton Menezes, secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do MinC, em entrevista à Radio Câmara, a lógica do mecanismo – ainda longe do que precisa ser para dar conta de prioridades mais democráticas – permite legalmente distorções como estas: “É óbvio que a classe empresarial vai tentar buscar recursos naquilo que tem mais poder de sedução, de visibilidade de marca. Não está errado, porque se tem uma lei que protege isso, se eu tenho no Brasil, eu pensando como empresário, um mecanismo absolutamente legal, em vigor, que permite que eu dê R$ 100 para uma peça de teatro e receba de volta esses R$ 100, por que eu vou dar R$ 100 e não vou buscar esse dinheiro de volta?".

Para o que nos importa, o fato é que situações como os quase seis milhões autorizados à captação por Claudia Leitte demonstram que o mercado é a prioridade, não a cultura; que é a empresa escolhe o artista, divulga a sua marca no espetáculo, mas quem paga a conta são os cofres públicos. Não cabe aqui nem mesmo a discussão sobre o limite entre Cultura e Entretenimento. Sem entrar no mérito de conteúdo ou qualidade artística da baianizada cantora carioca, o fato é que uma turnê que cobra valores consideráveis em ingressos financiados com recursos oriundos de impostos não é exatamente o que se pode chamar de interessante para nossos bolsos nem mesmo um evento “popular”. Como também não foi popular a vinda do Cirque du Soleil para o Brasil, em 2006, tendo entre os patrocinadores o Bradesco, cobrando valores de R$ 100,00 a R$ 250,00 numa época em que o salário mínimo era R$ 350,00.

A Economia Criativa é uma das mais potentes atividades da economia mundial, mas o orçamento do nosso Ministério da Cultura não chega a 1% do Orçamento da União. Desse pequeno percentual, grande parte se perde em meio a “buracos técnicos” que permitem desvios impressionantes dos objetivos mais primários da promoção desta mesma cultura que tentamos promover. Até que sejamos levados a sério, corremos sério risco de ver a próxima edição do Big Brother Brasil ir ao ar com uma chancela da Lei de Incentivo.

Santa Maria também é aqui

Por Marcelo Lopes

O historiador e crítico, Paulo Emílio Sales Gomes, observava em seu livro “Cinema: trajetória no subdesenvolvimento”, que a sétima arte no Brasil teve suas primeiras vivências ligadas às iniciativas de gringos, principalmente italianos, porque, segundo se dizia no país, se qualquer coisa era muito complicada deveria ser da conta de estrangeiros, se era muito braçal ficaria a cargo de negros e outras pessoas de menos polidez. Outros tantos aspectos da história de formação do povo brasileiro e sua herança ibérica destacam o que nos foi legado: a pouca capacidade de planejar a médio e longo prazo uma vida prática para o bem comum; uma supervalorização do que nos é externo em proporcional desvalorização ao que é nosso e original; e, principalmente, uma inabilidade de separar interesses privados daquilo que é de interesse público, como bem analisou o pensador Sérgio Buarque de Holanda, em Raízes do Brasil.

Historicamente tivemos pouco tempo e circunstância para dedicarmos ao senso mais básico de uma autoestima nacional. Somos um povo com apenas cinco séculos de existência reconhecida, o que equivale dizer que oficialmente não damos a mínima para os demais séculos de história nativa pré-ocupação europeia. Dos nossos cinco séculos oficiais, contabilizamos quatro de escravidão legalizada. A educação brasileira também teve uma trajetória de obstáculos, sem poder ser exercida em território nacional durante muito tempo, para que a população não se tornasse esclarecida e incômoda. A independência de Portugal não nos tornou independentes dos portugueses, que continuaram por aqui como imperadores. A República se fez sem que o povo tomasse conhecimento e, tempos depois, para ficar longe das vistas e da convivência pública, o centro oficial de poder mudou-se da antiga Guanabara (hoje estado do Rio de Janeiro) para uma área erma no meio de uma terra de ninguém e que veio a se chamar Brasília.

A falta da incorporação consciente de regras de convívio social e cidadã às práticas do dia-a-dia é um componente da realidade brasileira. O pragmatismo sem a mediação eficaz das leis redunda no chamado jeitinho brasileiro, um hábito comum de contornar as regras estabelecidas. A Constituição brasileira, exemplarmente construída como uma das mais bem elaboradas do mundo mal sai do papel e acaba sofrendo uma espécie de síndrome do photoshop, mascarando uma realidade que não condiz com o conteúdo. Isto porque, leis sem aplicação e fiscalização que as garantam não surtem efeito ou servem apenas para o benefício de poucos.

A recente tragédia da cidade de Santa Maria (RS), onde mais de duzentos e trinta jovens morreram no incêndio de uma boate local, levanta todas estas questões de forma muito pertinente, mas também assustadora. Mostra que muitas práticas ainda hoje não têm correspondência direta com a aplicação das normas que as regulam, a não ser quando já é tarde demais. Visualizem comigo: um espaço de shows, eventos, desfiles ou encontros públicos de qualquer natureza, com ambiente lotado além da conta, normalmente com uma ou no máximo duas portas de entrada/saída e pessoas se acotovelando para ver algum tipo de espetáculo, desenhando uma situação de perigo potencial. Faça um exercício mental e rápido: quantos lugares como este existem na sua cidade?

Num município como Vitória da Conquista, onde grandes áreas de apresentação e espaços alternativos tendem a se multiplicar, esta preocupação é antiga. Muitas estruturas existentes não atendem às normas de segurança, funcionando sem maiores cuidados obrigatórios. Shows pequenos ou grandes, facilmente mantém lotação além do permitido, sem plano de segurança e evacuação. Não é comum que se registre, por exemplo, no Parque de Exposições Teopompo de Almeida - com sua longa lista de eventos ao longo do ano - shows com previsão para quatro mil pessoas alcançarem cifras superiores a dez, pela mais consciente e completa irresponsabilidade de seus produtores. Este registro é impressionante, se levarmos em conta ainda que são poucas as iniciativas com efetiva atenção às regras básicas, como é o caso do Festival de Inverno Bahia.

O fazer sem conhecer é também um erro comum e perigoso. Muitos profissionais da cultura desconhecem as obrigações e procedimentos de segurança, limitando-se apenas a tornar “realizável” sua arte. Seja na área da música, do teatro, da dança e em outras artes onde a montagem de estruturas para apresentação implica em fatores diversos, os riscos só podem ser amenizados pela efetiva profissionalização dos seus realizadores e pelo acompanhamento próximo dos órgãos de fiscalização do poder público. Do extintor com data de validade em vigor à vistoria do corpo de bombeiros; do alvará de funcionamento do estabelecimento às estruturas que garantem a integridade física do público em caso de uma evacuação de emergência, estes são fatores fundamentais que precisam tomar as pautas dos debates públicos e dos meios de comunicação. Principalmente, precisam ser acompanhados de perto, como paulatinamente vem sendo pela administração pública local, muito embora o caminho seja longo até ser satisfatório.

Burlar as normas de segurança, como qualquer outra forma de “dar um jeitinho”, é uma prática que precisa ser deixada de lado, em respeito a tudo aquilo que almejamos melhorar como cidadãos e seres humanos. Não podemos nos pautar em querer ser capazes de receber uma Copa do Mundo, uma Olimpíada ou pontuar índices altos de alfabetização da população apenas para entrar para rankings internacionais, somente para que não fiquemos mal na fita. As estruturas para que eventos como esses ocorram devem ser consequência e não razão da mudança; mudança esta que de fato não existe se acontece sempre para atender demandas externas e interesses menores. Esta mesma lógica serve para que atuam na cultura e em outras áreas que lidam com públicos diversos em suas cidades e regiões.

Não se trata de sermão, apenas não dá para conviver com notícias de catástrofes anunciadas pela mais pura falta da responsabilidade de todos nós.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O Circo de Soleinildo nos palcos baianos


Por Marcelo Lopes

Quanto vale um edifício erguido sobre maciças toneladas de sonho? Um imenso picadeiro armado entre os mais concretos desejos humanos? E quem nos convence a comprá-lo quando os ditames do mercado real nos distanciam do essencial à vida e nos vendem, compulsoriamente, artigos da mais importante futilidade?

O circo - uma das mais antigas e completas artes de espetáculo no mundo – vive ainda hoje dilemas entre crise e renovação, em busca de uma renovação que em muitos casos compromete a sobrevivência de iniciativas com décadas de histórias, subemergindo sua magia original picadeiro no meio de tecnologias e produções que muitas vezes fogem a tudo o que o circo sempre foi. Principalmente, repensar a arte circense é um processo de restabelecimento de um diálogo criativo capaz de trazer novamente seu público à plateia.

As sinceras questões que permeiam o hiato entre a vida útil e a arte são a matéria-prima do espetáculo “O Circo de Soleinildo”, da Cia Operakata de Teatro, narrada na forma de um circo que não quer morrer, e de personagens que teimam em interpor a criatividade entre o público e o mundo consumista que o engole. Numa época em que a arte circense se resignifica sobre os moldes de uma cultura de mercado, a exemplo da grandiosidade empresarial e artística do Cirque du Soleil, a luta de um pequeno circo mambembe - que tenta sobreviver aliando falsamente seu nome ao grande empreendedor canadense das artes – o Circo de Soleinildo impõe-se aos percalços e às desilusões numa história poética, límpida e comovente.

Repleto de referências visuais - da composição do cenário a completa textualização gestual da história - a peça, vencedora do 13º Festival de Cenas Curtas pelo Galpão Cine Horto (MG) em 2012, traz para os palcos a magia deste mesmo circo construído sobre a ilusão e o sonho. Faz destes elementos peças fundamentais para o entretenimento e o enternecimento do público, resgatando-o deste universo engolfado pelas sombras do tempo, fazendo-nos lembrar principalmente que o peso da perda de um mundo tão povoado de criatividade e valores artísticos não é apenas do artista circense, mas de todos nós.

“O Circo de Soleinildo” e o a peça “Colégio Kadija – Esquete 10” foram os primeiras espetáculos da Temporada VerãoCênico 2013, apresentada dia 9 de Janeiro, no Centro de Cultura Camillo de JesusLima, em Vitória da Conquista. Até o próximo dia 30, a cidade receberá também as montagens “Entre Nós – Uma Comédia sobre Diversidade”, “Vidas Secas” e “Iauretê”. As apresentações acontecem sempre às quartas-feiras e o preço dos ingressos varia entre R$ 1,00 (inteira) e R$ 0,50 (meia). O projeto é uma realização da Fundação Cultural do Estado da Bahia – Funceb que realiza a Temporada ainda em outras cidades nos seis macroterritórios baianos: Alagoinhas, Barreiras, Euclides da Cunha, Feira de Santana, Irecê, Itabuna, Jequié, Juazeiro, Mutuípe, Porto Seguro, Teixeira de Freitas e Valença.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Petição Pública em favor do CCBNB

Abaixo-assinado pela Implantação do CCBNB em Vitória da Conquista.
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N30140



O Instituto Mandacaru de Inclusão Sociocultural, entidade sem fins lucrativos que representa produtores culturais, educadores e profissionais da comunicação em Vitória da Conquista e região, vem por meio deste documento reafirmar a importância junto à presidência do Banco do Nordeste da implantação do CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE em Vitória da Conquista, como um desejo não apenas dos atores sociais que se dedicam a cultura, mas de toda a população conquistense e das cidades circunvizinhas, reconhecendo a importância desta instituição para o estímulo e a promoção do fluxo de atividades artísticas em nosso município.

Convocamos assim, neste abaixo assinado, atores, músicos, ilustradores, dançarinos, pintores, artistas plásticos, escritores e demais artistas de todas as áreas, além de educadores, profissionais liberais, produtores, empresários, representantes públicos e do terceiro setor a mobilizarem-se em favor da continuidade da implantação do CCBNB em Vitória da Conquista, ao tempo em que solicitamos à presidência do BNB a retomada das ações do calendário de construção do espaço cultural.

Defendemos a diversidade e efetivação de uma dinâmica maior, mais sadia e profícua da economia criativa na nossa região. Compreendemos que empreendimentos que estimulem a circulação de manifestações da cultura brasileira, que propiciem o reconhecimento do trabalho na cultura, o engajamento político que permitam quantitativamente e, sobretudo, qualitativamente a disposição de espaços para a difusão dos saberes populares, são fundamentais para o exercício pleno de cidadania a indivíduos de todas as classes, cores e orientações.

Desta forma, nos manifestamos pelo(a):

- Continuidade do projeto de implantação do CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE em Vitória da Conquista ainda em 2012;

- Retomada do cronograma de ações que precedem o processo de implantação, que incluem processo o início da construção do Centro, bem como a continuidade das atividades de oficinas, eventos e cursos promovidos pelo BNB em Vitória da Conquista;

- Publicização, interna e externamente a Vitória da Conquista e região, do desejo de produtores, artistas e demais grupos e indivíduos que militam pela cultura por políticas públicas que reconheçam o valor real das ações que se manifestam na economia criativa;



Assinem, divulguem e compartilhem.

Atenciosamente;

Diretoria
Instituto Mandacaru de Inclusão Sociocultural
http://culturamandacaru.blogspot.com.br/

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Terceiro Circuito do Sonora Brasil em Conquista


Por Marcelo Lopes


O Brasil é um país cuja diversidade é tão grande que chega a ser um mistério. Não deveria ser assim, mas não conhecemos os sotaques, os estilos, as formas de pensamento e os jeitos tão próprios do nosso povo, a não ser pelas famigeradas caricaturas de TV. Infelizmente, isto ocorre porque a difusão das especificidades da cultura brasileira não é um negócio tão bom quanto padronizar os comportamentos e nivelar por baixo os gostos e os olhares, transformando a identidade da população em um cenário de aeroporto, ou seja, igualzinho em qualquer lugar do mundo, pronto para o consumo.

De outra ponta, felizmente, há o que se falar de bom quando o respeito pelo que somos vira uma pauta inteligente e dá acesso generoso ao público a este universo múltiplo. Esta é a realidade do Sonora Brasil, um projeto do Serviço Social do Comércio (SESC), levando Brasil a dentro os sons do próprio país.

O projeto é temático e trata de desenvolver programações identificadas com o desenvolvimento histórico da música no Brasil, com seus diferentes sons, influências, origens, estilos, manifestações e performances. Em 2012, na sua 15ª edição, o projeto conta com a participação de oito grupos musicais, divididos em dois temas: "Sotaques do Fole", que apresenta o acordeão em suas variantes regionais, e "Sagrados Mistérios", que apresenta repertório da música vocal presente nas festividades populares em devoção às entidades religiosas. Ao todo, 430 concertos estão programados em 117 cidades, de todas as regiões do país, e em sua maioria, distante dos grandes centros urbanos.

No próximo dia 09 de Outubro, no Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima, Vitória da Conquista recebe o 3º Circuito do projeto com Duo Ferragutti e Kramer, do Rio Grande do Sul. Os músicos trazem para o Sonora Brasil a encantamento musical do acordeão, instrumento originalmente ligado às tradições populares do Centro-Sul do país, influenciada pela presença da cultura ítalo-germânica, mas que encontrou definitivamente o gosto comum na obra de Luiz Gonzaga.

O Duo é formado por Toninho Ferragutti, de Socorro (SP) e Alessandro “Bebê Kramer”, de Vacaria (RS), ambos instrumentistas e compositores. Apresentam um panorama da obra escrita ou adaptada para acordeão de 120 baixos, desde Luperce Miranda e Radamés Gnattali até a vertente contemporânea de Borges-Cunha e às próprias composições.

SONORA BRASIL
Local: Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima
Data: 09 de Outubro
Horário: 20h
Ingresso: gratuito

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

A Catrop e a Memória do Tropeiro


Por Marcelo Lopes

É natural ao ser humano se perguntar de onde vêm as coisas. A origem de tudo é assunto à pauta de qualquer vivente. Saber de onde se vem é premissa para ter subsídios para a compreensão do presente e planejamento do futuro. Daí a importância da memória e da maneira com o homem registra sua própria história.

Em Vitória da Conquista, desde 2007, um grupo de pessoas interessadas em responder questões pertinentes às nuances das matrizes da formação do estado nacional brasileiro, com especial atenção no povo conquistense, concentrou suas atividades na busca de documentar, analisar, discutir e implementar ações que permitam entender o papel de uma figura central em todo este processo: o tropeiro.

A Ong Carreiro de Tropa (Catrop) desenvolve um trabalho articulado de pesquisa a ações de formação, apoiada institucional e/ou informalmente por diversas entidades e iniciativas individuais, com atividades de registro, resgate documental (material e oral), organizando acervos dispersos e sistematizando a memória do Tropeirismo num raio de ação que a cada ano ganha maior diâmetro e reconhecimento. Sua contribuição para a compreensão da nossa própria herança cultural tem sido fundamental e merece – mais do que vem sendo – ser apoiada de todas as formas.

A entidade realiza um trabalho duro - como foi sempre o de um tropeiro - e, assim como o desta figura central, mantém raízes fortes, capazes de se fazer notar pelo vigor do trabalho e do seu conteúdo.

Nos dias 17 e 18 de agosto, no Museu Regional da Uesb, a Catrop realiza a terceira edição do projeto Roda de Conversa, desta vez com o tema “Tropeirismo: uma herança cultural”. A Roda de Conversa é uma ação do Núcleo de História, Cultura e Memória da ONG Carreiro deTropa e conta com o apoio do Instituto de Educação Euclides Dantas/IEED, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia/UESB, do Grêmio Estudantil Interaçãodo Instituto Federal da Bahia/IFBA – campus de Vitória da Conquista e do blog Garimpeiro das Palavras. A entidade é também parceira do Instituto Mandacaru e de tantas outras iniciativas que tratam da cultura em Vitória da Conquista.

O Blog da instituição promove atualmente uma enquete perguntando onde é possível identificar a presença a cultural do tropeirismo em Vitória da Conquista

Acessem, votem e opinem. E aproveitem para conhecer melhor o trabalho da Catrop.

sábado, 28 de julho de 2012

Cadastro de entidades e produtores culturais


Por Marcelo Lopes

A Secretaria de Culturado Estado da Bahia, por meio da sua representante no território de Vitória da Conquista, Patrícia Moreira, vem atualizando seus contatos (mailling), para melhor informar sobre futuras premiações, editais, oficinas, empregos e oportunidades diversas no campo da arte e cultura no estado e no nosso território.

Para isso, vem cadastrando e/ou atualizando dados de artistas, agentes culturais, grupos e entidades que trabalhem com arte e cultura na região delineada. Para tanto, solicita que colaborem informando, repassando a informação e os formulários abaixo para, uma vez preenchidos, serem enviados para o e-mail patricia.santos@cultura.ba.gov.

O acesso à informação de forma abrangente facilita a possibilidade de pleitearmos recursos em inúmeras fontes de financiamento e somente uma rede eficiente de comunicação no setor pode oferecer esta oportunidade.


GRUPOS, INSTITUIÇÕES, EMPRESAS E ENTIDADES ARTÍSTICAS E/OU CULTURAIS
Município

Nome da entidade ou instituição

Natureza da entidade ou instituição

Área de atuação 1

Área de atuação 2

Área de atuação 3

Responsável pela entidade ou instituição (ex: presidente, diretor, etc.)

Endereço da entidade ou instituição

Cep

Telefone 1

Telefone 2

E-mail 1

E-mail 2

Blog

Site


ARTISTAS E/OU AGENTES CULTURAIS
Município

Nome

Área de atuação 1

Área de atuação 2

Área de atuação 3

Endereço

Cep

Telefone 1

Telefone 2

E-mail 1

E-mail 2

Blog

Site


IMPRENSA
Município

Nome do veículo

Mdalidade

Responsável

Endereço

Cep

Telefone 1

Telefone 2

E-mail 1

E-mail 2

Blog

Site


TERRITÓRIO DE VITÓRIA DA CONQUISTA
Municípios: Anagé, Aracatu, Barra do Choça, Belo Campo, Bom Jesus da Serra, Caetanos, Cândido Sales, Caraíbas, Condeúba, Cordeiros, Encruzilhada, Guajeru, Jacaraci, Licínio de Almeida, Maetinga, Mirante, Mortugaba, Piripá, Planalto, Poções, Presidente Jânio Quadros, Ribeirão do Largo, Tremedal, Vitória da Conquista.
Perfil do Território (arquivo para download em PDF)

Para maiores esclarecimentos, segue abaixo os contatos da representante:

Patrícia Moreira
Representante da Secretaria de Cultura – Vitória da Conquista
Superintendência de Cultura - SUDECULT
Secretaria de Cultura do Estado da Bahia - SECULT
(77) 8842 4535/ (77)9120 1920/ (77)34244735