quinta-feira, 2 de agosto de 2012

A Catrop e a Memória do Tropeiro


Por Marcelo Lopes

É natural ao ser humano se perguntar de onde vêm as coisas. A origem de tudo é assunto à pauta de qualquer vivente. Saber de onde se vem é premissa para ter subsídios para a compreensão do presente e planejamento do futuro. Daí a importância da memória e da maneira com o homem registra sua própria história.

Em Vitória da Conquista, desde 2007, um grupo de pessoas interessadas em responder questões pertinentes às nuances das matrizes da formação do estado nacional brasileiro, com especial atenção no povo conquistense, concentrou suas atividades na busca de documentar, analisar, discutir e implementar ações que permitam entender o papel de uma figura central em todo este processo: o tropeiro.

A Ong Carreiro de Tropa (Catrop) desenvolve um trabalho articulado de pesquisa a ações de formação, apoiada institucional e/ou informalmente por diversas entidades e iniciativas individuais, com atividades de registro, resgate documental (material e oral), organizando acervos dispersos e sistematizando a memória do Tropeirismo num raio de ação que a cada ano ganha maior diâmetro e reconhecimento. Sua contribuição para a compreensão da nossa própria herança cultural tem sido fundamental e merece – mais do que vem sendo – ser apoiada de todas as formas.

A entidade realiza um trabalho duro - como foi sempre o de um tropeiro - e, assim como o desta figura central, mantém raízes fortes, capazes de se fazer notar pelo vigor do trabalho e do seu conteúdo.

Nos dias 17 e 18 de agosto, no Museu Regional da Uesb, a Catrop realiza a terceira edição do projeto Roda de Conversa, desta vez com o tema “Tropeirismo: uma herança cultural”. A Roda de Conversa é uma ação do Núcleo de História, Cultura e Memória da ONG Carreiro deTropa e conta com o apoio do Instituto de Educação Euclides Dantas/IEED, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia/UESB, do Grêmio Estudantil Interaçãodo Instituto Federal da Bahia/IFBA – campus de Vitória da Conquista e do blog Garimpeiro das Palavras. A entidade é também parceira do Instituto Mandacaru e de tantas outras iniciativas que tratam da cultura em Vitória da Conquista.

O Blog da instituição promove atualmente uma enquete perguntando onde é possível identificar a presença a cultural do tropeirismo em Vitória da Conquista

Acessem, votem e opinem. E aproveitem para conhecer melhor o trabalho da Catrop.

sábado, 28 de julho de 2012

Cadastro de entidades e produtores culturais


Por Marcelo Lopes

A Secretaria de Culturado Estado da Bahia, por meio da sua representante no território de Vitória da Conquista, Patrícia Moreira, vem atualizando seus contatos (mailling), para melhor informar sobre futuras premiações, editais, oficinas, empregos e oportunidades diversas no campo da arte e cultura no estado e no nosso território.

Para isso, vem cadastrando e/ou atualizando dados de artistas, agentes culturais, grupos e entidades que trabalhem com arte e cultura na região delineada. Para tanto, solicita que colaborem informando, repassando a informação e os formulários abaixo para, uma vez preenchidos, serem enviados para o e-mail patricia.santos@cultura.ba.gov.

O acesso à informação de forma abrangente facilita a possibilidade de pleitearmos recursos em inúmeras fontes de financiamento e somente uma rede eficiente de comunicação no setor pode oferecer esta oportunidade.


GRUPOS, INSTITUIÇÕES, EMPRESAS E ENTIDADES ARTÍSTICAS E/OU CULTURAIS
Município

Nome da entidade ou instituição

Natureza da entidade ou instituição

Área de atuação 1

Área de atuação 2

Área de atuação 3

Responsável pela entidade ou instituição (ex: presidente, diretor, etc.)

Endereço da entidade ou instituição

Cep

Telefone 1

Telefone 2

E-mail 1

E-mail 2

Blog

Site


ARTISTAS E/OU AGENTES CULTURAIS
Município

Nome

Área de atuação 1

Área de atuação 2

Área de atuação 3

Endereço

Cep

Telefone 1

Telefone 2

E-mail 1

E-mail 2

Blog

Site


IMPRENSA
Município

Nome do veículo

Mdalidade

Responsável

Endereço

Cep

Telefone 1

Telefone 2

E-mail 1

E-mail 2

Blog

Site


TERRITÓRIO DE VITÓRIA DA CONQUISTA
Municípios: Anagé, Aracatu, Barra do Choça, Belo Campo, Bom Jesus da Serra, Caetanos, Cândido Sales, Caraíbas, Condeúba, Cordeiros, Encruzilhada, Guajeru, Jacaraci, Licínio de Almeida, Maetinga, Mirante, Mortugaba, Piripá, Planalto, Poções, Presidente Jânio Quadros, Ribeirão do Largo, Tremedal, Vitória da Conquista.
Perfil do Território (arquivo para download em PDF)

Para maiores esclarecimentos, segue abaixo os contatos da representante:

Patrícia Moreira
Representante da Secretaria de Cultura – Vitória da Conquista
Superintendência de Cultura - SUDECULT
Secretaria de Cultura do Estado da Bahia - SECULT
(77) 8842 4535/ (77)9120 1920/ (77)34244735

terça-feira, 10 de julho de 2012

2ª SEDA começa dia 11 em Conquista

  A SEDA - Semana do Audiovisual é um festival integrado de cinema realizado pelo Circuito Fora do Eixo, que conta com 150 pontos espalhados por todos os 26 estados brasileiros (+ DF), 7 países da América Latina e NY (EUA). Em Vitória da Conquista, a programação contará com mostras, oficinas teóricas e práticas, debates, shows e outras atividades responsáveis por promover a intersetorialidade do audiovisual com outros segmentos artísticos. O projeto será realizado durante os dias 11, 12 e 13 de Julho no Centro Integrado Navarro de Brito e viela Sebo-Café (shows).

  A SEDA está em seu segundo ano e tem como tema o “Audiovisual como instrumento educador”, por isso a escolha do Centro Integrado para receber a maior parte da programação da Semana. O colégio é referência no audiovisual em Vitória da Conquista devido à realização do projeto “Encinemando”, que já está em torno dos seus 15 anos. O Encinemando é um concurso realizado pela escola em que cada grupo formado por alunos do primeiro ano do Ensino Médio cria o seu próprio filme, desde os primórdios, e apresenta para toda a instituição.

  A parte diurna da programação será marcada por mostras, oficinas e debates, enquanto a noturna com os shows das bandas Camarones Orquestra Guitarrística e Vivendo do Ócio (dia 12), além da homenagem ao Dia Mundial do Rock com Maglore cantando Beatles e cantando também seu repertório autoral (dia 13). 

  A SEDA é realizada pelo Coletivo Suíça Bahiana e Circuito Fora do Eixo, com co-realização da UESB e apoio do SESC, Instituto Mandacaru, Viela Sebo-Café e Som da Tribo. As inscrições podem ser feitas através da página do facebook da SEDA: www.facebook.com/SEDAvca

https://docs.google.com/document/d/1zfjAOA9cvUDwTlWqjov21lf0hJW1nNoG2GIb-2mFmVo/edit?pli=1

sexta-feira, 6 de julho de 2012



Amigos ao som de muita música regional. A cultura nordestina entoada entre os papos dos compadres Alisson MenezesGutemberg Vieira (Gutemba) e Paulo Gabiru

Esta é a programação da próxima sexta-feira 13 de muita sorte para o público que assistir ao encontro destes talentos baianos. Promovida pela Catrupia Promoções e o Instituto Mandacaru, o evento acontecerá no Teatro Carlos Jehovah, às 20h30, com ingressos a R$ 10,00.

Divulguem e participem!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Forró Pé de Serra do Periperi


Operakata é aclamada em festival de teatro mineiro

Companhia conquistense cativa o público e vence o festival  

            Entre os dias 30 de maio e 3 de junho Belo Horizonte respirou teatro com a realização do 13º Festival de Cenas Curtas pelo Galpão Cine Horto. O festival, além de um espaço de experimentação, é uma competição importante do cenário artístico nacional. Durante os dias em que acontece, o público presente elege as melhores cenas de cada noite. No penúltimo dia de apresentações a companhia conquistense Operakata cativou o público mineiro com “O Circo de Soleinildo”, sendo eleita a cena mais votada pelo público não só naquela noite, mas em todo o festival, com 49,26% dos votos, vencendo a competição. O resultado garante a reapresentação na Temporada das Mais Votadas durante o 11º Festival Internacional de Teatro Palco & Rua de Belo Horizonte, nos dias 23 e 24 de junho.
            Para retornar a Minas Gerais a Operakata enfrenta o desafio de levantar recursos para o deslocamento e hospedagem do elenco e apoio. A escolha da cena para uma reapresentação não implicou em premiação que garantiria esse recurso. O grupo pretende realizar uma campanha para arrecadar fundos para a viagem. “O reconhecimento em Belo Horizonte não foi só do trabalho de nosso grupo, mas do teatro do interior da Bahia, de artistas que estão aí, no dia-a-dia fazendo a coisa acontecer, tenho certeza que vamos sensibilizar as pessoas e conseguir o apoio necessário”, detalha Shirley Ferreira, diretora e atriz da Operakata.
            O Festival de Cenas Curtas teve sua primeira edição realizada no ano 2000 e é um dos desdobramentos do trabalho do Grupo Galpão, criado em 1982, uma das companhias mais importantes do cenário teatral brasileiro. As cenas apresentadas são escolhidas por meio de edital e para cada uma selecionada, que deve ter duração máxima de 15 minutos, é concedido um auxílio-montagem. Nesta edição, participaram grupos mineiros, de Brasília, São Paulo, Paraná e Bahia, tendo a Operakata como a única representante do Nordeste no festival.
            O Circo de Soleinildo conta a história de um dono de um decadente circo que viaja com sua trupe pelo sertão à procura de público, cada vez mais escasso. Porém, um incidente devolve a possibilidade de atrair a tão sonhada platéia. O espetáculo traz elementos do Clown, do teatro mudo e técnicas circenses que servem de base à busca de uma linguagem que permite abrir mão da palavra. O Circo não fala apenas dessa arte que cada vez mais vem perdendo o seu espaço, mas, acima de tudo fala de resistência numa sociedade que pouco valoriza sua própria memoria e tradição, Gilsergio Botelho, diretor do grupo.

Arte com matéria regional e conteúdo universal 

Com aproximadamente dez anos de estrada, a Companhia Operakata de Teatro vem se destacando no cenário teatral, sobretudo na Bahia. O grupo fundamenta seu trabalho na dramaturgia do não-visto, que trata de situações, realidades, sentimentos, universos que apesar de reais são ignorados pela sociedade e até mesmo por quem os vive. São temas relacionados às relações e sentimentos humanos. Assuntos que mesmo tratados a partir de um recorte regional transformam-se em universais – processo possível graças ao afinco do grupo nas etapas de preparação, que envolvem muita discussão e reflexão, um verdadeiro processo de desnudamento dos atores que acabam mergulhando nos universos propostos pelos textos escolhidos.
            O resultado tem sido o reconhecimento do trabalho por várias iniciativas. A Operakata já se apresentou em palcos nas regiões sul e sudoeste da Bahia, por meio de parcerias com entidades privadas e públicas a exemplo do SESC, prefeituras e Secretaria de Cultura do Estado.
Com aproximadamente dez anos de estrada, a Companhia Operakata de Teatro vem se destacando no cenário teatral, sobretudo na Bahia. O grupo fundamenta seu trabalho na dramaturgia do não-visto, que trata de situações, realidades, sentimentos, universos que apesar de reais são ignorados pela sociedade e até mesmo por quem os vive. São temas relacionados às relações e sentimentos humanos. Assuntos que mesmo tratados a partir de um recorte regional transformam-se em universais – processo possível graças ao afinco do grupo nas etapas de preparação, que envolvem muita discussão e reflexão, um verdadeiro processo de desnudamento dos atores que acabam mergulhando nos universos propostos pelos textos escolhidos.
            O resultado tem sido o reconhecimento do trabalho por várias iniciativas. A Operakata já se apresentou em palcos nas regiões sul e sudoeste da Bahia, por meio de parcerias com entidades privadas e públicas a exemplo do SESC, prefeituras e Secretaria de Cultura do Estado.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Habeas Data!

Entrou em vigor ontem, 16 de maio, a Lei de Acesso à Informação, que permite que os cidadãos requisitem dados públicos. Com isso, os órgãos terão que abrir suas caixas-preta e divulgar informações que, muitas vezes, estavam escondidas, trancadas a sete chaves . É um grande ganho para um país que desde os tempos imperiais sempre se colocou como inacessível  à população.
Uma tradição cultural, um legado histórico: o Estado brasileiro sempre foi visto como propriedade de seus governantes, e a população seria ignorante e não conseguiria entender os dados, interpretando-os de maneira errada, levando a prejuízos políticos.
Parênteses: durante um tempo trabalhei no governo do Estado de São Paulo, e justamente com dados e indicadores. Lembro de várias reuniões, nas mais diversas secretarias, nas quais eu insistia na relevância de alguns dados, na importância de publicarmos. Raras, raras vezes não ouvi discursos inflamados dizendo que não iam liberar os dados porque eram ruins para governo, que os adversários políticos iam usar eleitoralmente...
E não adiantava a réplica, dizer que eram dados públicos, que a população tem direito a ter acesso... como os dados depunham contra a ação do governo, a resposta era sempre que eles não faziam sentido sem tais e tais mediações, e que, por isso, não liberariam em nenhuma hipótese. E não liberaram. Ponto. Fecha parênteses.
A ideia de republicano, da coisa pública, ainda é capenga por aqui. Os governos, via de regra, agem com lógica privada, como se fossem donos do Estado e das informações. O público, assim, é entendido como uma agente desestabilizador, que não tem a menor capacidade de entender um governo e muito menos suas escolhas.
Esta iniciativa, a despeito de conter ainda várias falhas, é mais que salutar. Por ela poderemos saber, por exemplo, quanto ganha um funcionário do executivo federal, inclusive as bonificações, auxílios, ajudas de custo, e "jetons", aquela grana que recebem por participar de comissões e conselhos. Muito comum é premiar um amigo com a nomeação nestes conselhos e comissões, sem atentar à competência ou conhecimento do assunto. Muitas vezes os jetons representam uma boa fatia da renda mensal, sem que nós, contribuintes, saibamos.
Os outros poderes e as instâncias municipais e estaduais ainda não disciplinaram suas regras, e, pelo visto, tentarão resistir à esta publicização com os argumentos dos mais variados. Claro, querem resistir ao controle público, manter-se autocráticos e impenetráveis, afinal, não acham que devem satisfação à população, são superiores à massa ignorante.
A lei vem tardiamente, mas veio. É uma excelente oportunidade para que a sociedade tome conta do Estado e controle o governo, numa inversão da nossa história. Está mais que na hora de acabarmos com a política do "O que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde".

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/blogs/on-the-rocks/habeas-data-181656162.html